Sila Tarot: Casamentos Karmicos - Onde nos Trazem as Vidas Passadas?

13-09-2021

Todos nós somos corpo e espírito. Quando se dão encontros nesta vida, já tinham sido previamente combinados num plano espiritual, antes de encarnarem no corpo actual, de forma a que possamos evoluir espiritualmente. Estes "encontros" são determinados de acordo com o nosso grau de evolução, para que possamos "pagar karmas" no sentido de evoluirmos espiritualmente ou ajudar espíritos menos evoluídos no seu processo e percurso evolutivo, para que ao reencarnarem novamente, possam passar para um plano superior e mais evoluído. Estes encontros, aparentemente acidentais, podem ser classificados. 

  • Acidentais
  • Provacionais
  • Sacrificiais
  • Afins (afinidade superior)
  • Transcendentes.

ACIDENTAIS - Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atracção momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.

PROVACIONAIS - Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.

SACRIFICIAIS: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objectivo de redimi-la.

AFINS: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afectos.

TRANSCENDENTES: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imorta

Evidentemente, o matrimonio, sagrado nas suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e noutros casos, a sua maioria, como instrumento de reajuste. Na sua maioria porém, os lares são passagens purificadoras, onde sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direcção do Mais Alto.

NOS CASAMENTOS ACIDENTAIS teremos pessoas que, defrontando-se um dia se vêem, conhecem-se, aproximam-se, surgindo, desse encontro um enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual. Funcionou aqui apenas o livre arbítrio, uma vez que através dele construímos diariamente o nosso destino. Num mundo como o nosso, tais casamentos são comuns. Nem laços de simpatia, nem de desagrado. Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho, e que perante as leis humanas, uniram apenas os corpos. Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros, noutras reencarnações.

QUANTO AOS PROVACIONAIS, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais frequentes.A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida, a esse alvo.Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam tantas vezes, em dolorosas tragédias.Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que pelo convívio diário, a Lei Maior da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.A compreensão, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam como modo de suaves amortecedores.O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direcção do Infinito Bem.O Espírita esclarecido, sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos, aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, em benefício da sua paz e do seu reajuste.E o fá-lo ainda, porque tem a inabalável certeza de que se fugir hoje ao resgate, voltará amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.

Os casamentos SACRIFICIAIS: Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos. É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe a ajudar aquele que se atrasou na jornada ascensional. Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges. Não há regras para isto. Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseiros, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras jóias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados. Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e a sofrer, o objecto da sua afeição. Volta então, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajante retardado, a fim de com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada. É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.

O CASAMENTO SACRIFICIAL é em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária. O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado. Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe a companhia menos elevada deve (levar a cruz ao calvário), como se diz geralmente, porque sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o amparo de todas as horas. O recuo, no caso, seria deserção ao compromisso assumido.
OS CASAMENTOS DENOMINADOS AFINS, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São espíritos que pelo matrimonio, no doce reduto do lar consolidam velhos laços de afeição.

S CASAMENTOS TRANSCENDENTE São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos. Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo o caso, por toda essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior.